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A trilha das milhas:
do gasto de hoje ao embarque

Sete paradas. É o mesmo caminho em qualquer programa, muda só o detalhe de cada companhia.

R$
seu gasto
sua passagem
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Ponto e milha não são a mesma coisa

Essa é a confusão que atrapalha todo iniciante. São duas moedas, de donos diferentes, com poderes diferentes. Entender isso resolve metade das dúvidas que vêm depois.

Ponto

É a moeda do banco ou do programa de pontos, aquela que cai na sua conta quando você usa o cartão de crédito. Enquanto o saldo está em pontos, você ainda não escolheu companhia aérea nenhuma, e pode mandar para a que estiver com a melhor oferta. O ponto vale justamente por essa liberdade.

transfere

Milha

Emitida pela companhia aérea. Só serve para voar nela e nas parceiras. Ganha poder de compra específico e perde a liberdade de escolha.

Ponto vira milha. Milha nunca volta a ser ponto.
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As seis portas de entrada

Saldo não aparece do nada. Ele entra por uma destas seis portas, e quase todo mundo acaba usando três ou quatro ao mesmo tempo.

Voando

Você compra a passagem e a companhia devolve parte em milhas. O que define o ganho é a tarifa comprada, não o preço pago: bilhete promocional rende menos que bilhete flexível.

Para quem voa pouco, é a via mais lenta

Cartão de crédito

Cada real da fatura vira ponto. É o motor de quem acumula no Brasil, porque pontua um gasto que já ia acontecer. Cartões rendem quantidades diferentes, e a anuidade faz parte da conta.

O mais constante de todos

Shopping do programa

Funciona assim: antes de comprar em uma loja pela internet, você entra no site do programa de pontos e clica no nome dessa loja por lá. O programa te leva para a mesma loja de sempre. Você compra igual e paga o mesmo preço, só que a loja avisa o programa que você veio por ali e ele deposita pontos na sua conta. Como o pagamento continua saindo do cartão, o mesmo gasto rende duas vezes.

Não custa nada, só exige lembrar de entrar pelo programa antes

Clube de assinatura

Você paga um valor fixo por mês e recebe uma quantidade fixa de pontos, sempre. Sai mais barato que comprar avulso, costuma dar bônus na transferência e às vezes segura a validade.

Para quem acumula com constância

Comprar pontos

Você compra pontos direto do programa, pagando com dinheiro, como quem compra um produto. O preço do milheiro varia muito e despenca nas promoções. Some tudo e compare com a passagem paga: se não ficar bem mais barato, não vale.

Só com destino e conta feita

Campanhas e bônus

Períodos em que o programa multiplica o que você ganha ou o que transfere. É o fator que mais muda o resultado final, e o motivo de quase tudo aqui depender da hora certa.

Aparece e some, vale acompanhar
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Onde o saldo fica esperando

Entre ganhar e usar existe um tempo de espera, e ele tem um lado bom pouco falado: enquanto o saldo está em ponto, você ainda não escolheu nada. Pode aparecer uma promoção de uma companhia hoje e de outra no mês que vem, e você decide na hora, com a informação na mão.

Guardado no banco

Liberdade total de destino, sujeito à validade do programa de pontos.

Guardado na companhia

Decisão já tomada. Faz sentido com a passagem em vista ou quando a companhia dá vantagem a quem mantém saldo lá.

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O relógio está correndo

Todo saldo tem prazo, e esse é o jeito mais bobo de perder dinheiro. Três coisas para saber desde o primeiro dia.

Validade

Cada programa define quanto tempo o saldo dura. Vencido, não volta e não tem recurso. Alguns permitem esticar o prazo pagando ou assinando o clube.

Extrato

Olhar de vez em quando, e não só na hora de comprar. É assim que você descobre a tempo que algo não creditou ou que uma parte do saldo vence antes.

Regras mudam

Programa de fidelidade não é contrato eterno. Tabela de resgate e valor da milha mudam, quase sempre para pior, então guardar por anos costuma custar caro.

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A parada mais importante da trilha

A transferência, onde o valor é feito

Transferir é pegar o saldo que está no banco e mandar para a companhia aérea. O ato é simples, feito no site do programa de pontos em poucos minutos. O que não é simples é a hora de fazer isso, porque o mesmo saldo pode chegar do outro lado bem maior ou bem menor.

O bônus é o jogo inteiro

Em campanha, cada ponto enviado chega como mais de uma milha. Fora de campanha, chega como uma só. Mesma ação, resultados muito diferentes.

Transfira com destino em mente

Antes de enviar, veja quanto custa a passagem que você quer naquele programa. Transferir para depois pensar é o caminho mais curto para o saldo ficar preso onde não serve.

Depois de transferir, a escolha da companhia está feita.
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As cinco formas de gastar

Todas funcionam. O que muda é quanto você tira de cada milha, e a diferença entre a primeira e a última é enorme.

Passagem prêmio

Resgate na própria companhia. Uso clássico, costuma render mais em trecho longo e em data com boa disponibilidade.

rende muito
Voo de companhia parceira

Usar milhas de um programa para voar em outra companhia da mesma aliança. É onde estão as melhores oportunidades internacionais.

rende muito
Milhas mais dinheiro

Você paga uma parte em milhas e completa no cartão. Resolve quando falta saldo, mas o valor dado a cada milha costuma ser menor.

razoável
Upgrade de cabine

Trocar milhas por um assento melhor num voo já comprado. Depende de disponibilidade e pode ser ótimo em voo longo.

depende
Produtos e serviços

Eletrônico, hospedagem, gift card. O caminho mais fácil e quase sempre o que menos aproveita a milha.

rende pouco
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Na emissão, ainda sai dinheiro

Passagem com milhas não é passagem de graça. Na hora de emitir aparecem custos em dinheiro, e é bom saber disso antes de contar vantagem.

Taxa de embarque

Cobrada sempre, em reais. Em voo internacional pode ser alta o bastante para mudar a conta.

Bagagem e assento

Bilhete emitido com milhas costuma seguir as regras da tarifa mais básica. Despachar mala pode ser cobrado à parte.

Remarcar e cancelar

Cada programa tem sua regra e sua multa. Confira antes de emitir, não depois.

Onde as pessoas perdem dinheiro

Os cinco tropeços mais comuns, todos evitáveis.

Deixar vencerA perda mais comum e a mais fácil de evitar
Transferir sem bônusA pressa aqui corta o saldo quase pela metade
Trocar por produtoFácil, imediato e quase sempre o pior negócio
Comprar sem destinoSem a conta feita antes, vira aposta
Esquecer as taxasPassagem com milhas quase nunca sai de graça